segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Rio-aproximação

Gosto de imaginar você nas nossas distâncias. Ou vai ver é apenas minha distância, algo que inventei pra fingir ser de alguma forma próxima a você.
O seu sorriso solar, a conversa fácil e descontraída, a brasilidade, o francês e Godard. Gosto de lembrar dos pêlos do seu peito, de como o escapulário encontrou perfeita morada no moreno da sua pele, parecendo mais protegido que protetor. Todos os sonoros ''x'' do seu sotaque encaixando-se
displicentemente no seu jeito malandro (e encantador) de ser.  Calor que provoca arrepio. Sem dúvida, Caetano sabia do que falava. E Gal. E Gil. Assim como todos os outros que embalaram malemolências nas nossas noites no sofá.

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